.:: O amor mais importante: o próprio! ::.

Decidi iniciar este post, com um trecho de Paulo Coelho, pessoa que definitivamente me inspira, que compara sabiamente a sensação de amar a uma droga.

droga.:: Amar é como uma droga.
No começo vem a sensação de euforia, de total entrega. Depois, no dia seguinte você quer mais. Ainda não se viciou, mas gostou da sensação e acha que pode mantê-la sob controle. Pensa na pessoa amada por dois minutos e esquece por três horas.
Mas aos poucos, você se acostuma com aquela pessoa, e passa a depender completamente dela.
Então pensa por três horas e esquece por dois minutos. Se ela não está por perto, você experimenta as mesmas sensações que os viciados que roubam e se humilham para conseguir o que precisam, você estará disposto a fazer qualquer coisa pelo amor. ::.

Quando uma relação chega ao fim… fica a sensação da abstinência, mais conhecida pelos apaixonados por “saudade”.

Já passei por essa sensação algumas vezes, e posso dizer com propriedade, realmente o amor é um vício, mas assim como outros vícios e outros males… sempre há uma cura.

Diz um provérbio popular “Um hábito não é uma necessidade.” e inevitavelmente em algum momento da vida concordaremos com esta máxima.

Quantas vezes já passei por sensações como esta de despedida e cheguei a pensar: “Como é possível um sentimento tão puro, tão verdadeiro e forte ser recebido por alguém com tamanho desprezo?”, muitas dessas vezes fiquei totalmente convicta de que nunca mais seria capaz de me sentir dessa forma, de desprender um sentimento com essa intensidade por outra pessoa… Mas o tempo passa, a ausência acaba se tornando uma aliada importante e quando menos se espera, em um dia qualquer, você simplesmente acorda percebendo que já voltou a fase inicial descrita pelo Paulo Coelho, onde consegue pensar no indivíduo desejado por três minutos e se esquecer por três horas… Até que estas três horas viram três dias, três meses…

Depois de algumas experiências, fica muito claro que realmente é necessário seguir em frente.

É claro que é muito difícil esperar ou ter paciência para que as coisas se encaminhem. O jeito às vezes, é deixar que o tempo faça sua parte. Por quanto tempo? Não sei.

Mas embora o tempo tenha sua participação, o primeiro passo você é quem precisa dar. Uma decisão. Decidir aceitar que aquela pessoa não cabe mais na sua vida e que não vale a pena correr atrás de quem não quer andar ao seu lado… e assim como para o vício da droga, é parte da cura o desejo de ser curado.

Durante esse processo a solidão vai bater forte na sua porta e a ausência vai parecer uma companheira inseparável durante algum tempo, mas nestes momentos é necessário se lembrar de que a vida passa e que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte… Se faz necessário então mergulhar fundo dentro de si mesmo e buscar algo que faça seu sorriso brotar… com um pouco de esforço, após algum tempo, começa a florescer o mesmo jardim onde parecia que nenhuma outra flor brotaria.

amor-proprioMuitas vezes, apesar das minhas melhores escolhas e intenções, as coisas deram errado. E por outras vezes apesar de cruzar linhas que não eram permitidas, as coisas deram certo. O que eu sei é que hoje, apesar de não ter laços, também não tenho nós.

Para finalizar esta reflexão, utilizar-me-ei de uma frase de Martha Medeiros que muito me ajuda a seguir em frente quando me sinto sozinha… Trazendo-me mais uma lição do inevitável:

“Solidão não se cura com o amor dos outros. Se cura com amor próprio.”

6 comentários (+add yours?)

  1. Fabiana Souza
    Jul 21, 2014 @ 02:18:18

    Muito bom! Adorei o texto!

    Responder

  2. Cida Pereira
    Jul 21, 2014 @ 11:38:23

    Adorei e tomei emprestado uma parte do texto que tem tudo com meu momento…….

    Responder

  3. Claudia Tiemi Sato
    Jul 21, 2014 @ 13:16:34

    Thaty querida,
    Há muito tempo não lia seus textos, senti falta deles.
    Muito bom mesmo, adorei!

    Responder

    • Tathy
      Jul 21, 2014 @ 13:47:39

      Oi flor! Fazia muito tempo que eu não os escrevia também… a gente corre tanto, idéias não faltam, falta tempo para transformar em palavras…
      Obrigada por ler… Muuuita saudade de vc!

      Responder

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